A História da Sociedade


logo_sbgf_80A Sociedade Brasileira de Geofísica foi fundada no ano de 1978. Atualmente, está agregando 4.184 membros espalhados por universidades, centros de pesquisa, indústria de serviços e de exploração de recursos minerais e energéticos. A diretoria da SBGf, que gerencia a Sociedade, possui um escritório sediado no Rio de Janeiro, além de ter cinco secretários regionais que cobrem o território brasileiro.

A Sociedade realizou seu primeiro congresso em 1989 e, desde então, seus eventos têm sido realizados em anos ímpares. O desenvolvimento da geofísica no Brasil e, conseqüentemente, a criação da SBGf foi o resultado de uma ligação muito estreita com a indústria de petróleo e de gás.

Com a criação da PETROBRAS, em 1953, deu-se início ao sistemático processo de exploração de petróleo e gás. Com o crescimento das atividades, a Petrobrás assumiu a responsabilidade de formação de seus profissionais, estabelecendo acordos com universidades nacionais e internacionais para especialização de seu quadro técnico. Ela, também, criou seu próprio treinamento em Geofísica, o qual, hoje, é ainda reconhecido como um dos melhores do país. A PETROBRAS fundou o primeiro curso de pós-graduação em geofísica no Brasil, em 1965. Atualmente, há uma dúzia de cursos em geofísica pelo país, tanto de graduação quanto de pós-graduação.

O descobrimento de grandes reservatórios de petróleo, off shore, foram o resultado de uma intensiva utilização de geofísica como ferramenta básica de exploração nesse ambiente. Hoje, o Brasil é internacionalmente reconhecido por sua alta tecnologia na exploração e produção em águas profundas, o que, para nós, geofísicos é motivo de grande orgulho.
Com a abertura do mercado de petróleo, para as companhias de petróleo internacionais, cerca de 20 navios de sísmica estão adquirindo dados ao longo da costa brasileira. São esperados que em todo novo projeto de exploração, levantamentos geofísicos sejam feitos, gerando no mínimo um total de US$1,2 bilhões nos próximos 3 anos.

A Geofísica tem sido, também, amplamente utilizada na exploração de recursos minerais. Na região Amazônica, onde as maiores reservas minerais estão localizadas, o acesso é extremamente difícil por estarem no meio da floresta. A Aerogeofísica permitiu sua identificação. Sabemos que mais de 6 milhões de quilômetros lineares de aerolevantamentos geofísicos já foram adquiridos nessa região.

A Província mineral da Serra dos Carajás, reconhecida como uma das maiores do mundo foi desenvolvida através de levantamentos geofísicos de solo e aéreos.

No segmento mineral, projetos de exploração vêm sendo executados há um longo período. Nos próximos três anos, cerca de US$ 100 milhões de investimentos são esperados nessa área.

A SBGf tem tentado participar ativamente nesse cenário. Lucrando com a experiência de seus membros, ela está ativa e participante na regulamentação e criação de ferramentas de suporte à pesquisa, como rede tecnológica de petróleo, REDEPETRO, criada pelas universidades do Rio de Janeiro, com o objetivo de prover uma efetiva base tecnológica para a indústria.

A SBGf tem assento no Comitê de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo, IBP, onde regras e procedimentos para a indústria do petróleo são estudados.


Geofísica em Alta no Brasil

No início, a geofísica estava restrita ao monitoramento das atividades do campo magnético e atividades sísmicas conduzido pelo Observatório Nacional, desde o início do século, culminando com o início das atividades da PETROBRAS, em 1954.

Entre 1954 e 1968, a atividade de geofísica no país estava praticamente conduzida pela PETROBRAS, na área de prospecção de petróleo.

Em 1960, foi criado o programa de pesquisa e pós-graduação em Geofísica da Universidade da Bahia, com ênfase em geofísica aplicada ao petróleo e geofísica regional.

Depois de 1968 e, especialmente no início da década de 70, a geofísica ganhou mais território e estendeu suas atividades no setor acadêmico e em empresas que começaram a atuar no setor mineral.

Em 1969, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais , CPRM, foi criada devido à política do Ministério de Minas e Energia de intensificar a pesquisa mineral no país de modo a aumentar nossas exportações.

Em 1971, a Companhia Vale do Rio Doce, CVRD, criada em 1942 para explorar a abundante reserva de ferro do Estado de Minas Gerais, começou suas atividades geofísicas dedicadas à pesquisa na área de minerais não-ferrosos.

Em 1972, o Instituto de Astronomia e Geofísica da USP, IAG/USP, iniciou suas atividades como uma unidade de ensino com atuação especializada na área da geofísica da terra sólida.

Em 1975, o Centro de Geofísica Nuclear e Geologia da Universidade Federal do Pará, UFPA, NCGG, foi criado com ênfase em geofísica de reservatórios e regional.

Dentre os centros de pesquisa em geofísica no Brasil, podemos destacar:
O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial INPE, criado em 1961, com destacável performance na área de geofísica espacial;


O Instituto de Pesquisa Tecnológica, IPT, o qual, desde 1976, tem sua atividade em geofísica aplicada à engenharia e meio ambiente;
Pode-se dizer que, 1976 em diante, a geofísica do Observatório Nacional foi reativada depois que entrou para o CNPq, Conselho Nacional de Pesquisa do Ministério de Ciência e Tecnologia. O ON continua a monitorar e estudar os campos geomagnéticos e sísmicos, e a conduzir pesquisas, especialmente, em Terra Sólida.

No final dos anos 90, houve importantes eventos da Geofísica Brasileira.

A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, CPRM, virou o Serviço Geológico do Brasil e começou a ter a responsabilidade por todo o banco de dados geofísico do país, tanto em pesquisa mineral quanto da indústria de petróleo.

Em 1996, a ANP, Agência Nacional do Petróleo foi criada e a indústria de exploração de petróleo foi então aberta para várias companhias internacionais.

 
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